O vazamento de estireno registrado na tarde desta quarta-feira (15), na petroquímica Innova, no Distrito Industrial I, em Manaus, mobilizou uma força-tarefa envolvendo o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), Defesa Civil, Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e outros órgãos públicos. O incidente provocou a evacuação preventiva de trabalhadores da empresa e de indústrias vizinhas, além da instalação de um gabinete de crise pela Prefeitura de Manaus.
Em grupos no whatsapp já começam a surgir depoimentos de pessoas intoxicadas pelo gás.
O episódio reacendeu um debate sobre a segurança nas indústrias do Polo Industrial de Manaus (PIM) e levantou questionamentos sobre os mecanismos de fiscalização das empresas que operam na região.
Entre as dúvidas está o papel da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). A autarquia, responsável pela administração do modelo Zona Franca e pelo acompanhamento de projetos industriais, realiza algum tipo de fiscalização relacionada à segurança operacional das empresas? Houve alguma inspeção recente na Innova? A empresa estava com toda a documentação e exigências legais em dia?
Diante da gravidade do vazamento, cresce a expectativa por esclarecimentos sobre quais órgãos realizavam o acompanhamento da unidade industrial, quando ocorreram as últimas inspeções e se havia alguma irregularidade previamente identificada.
A Defesa Civil confirmou que o vazamento envolveu estireno, substância utilizada na fabricação de plásticos e resinas, que pode causar irritação nos olhos e na pele, tontura, náusea e dificuldade para respirar quando inalado em concentrações elevadas. As autoridades orientaram a população a evitar o Distrito Industrial I, afastar-se da área afetada e procurar atendimento médico em caso de sintomas.
A Prefeitura de Manaus decretou estado de alerta e instalou um gabinete de crise com a participação de 12 secretarias para acompanhar a ocorrência. Até o momento, o perímetro permanece isolado e as causas do vazamento ainda estão sendo investigadas.
O Portal do Marcell Mota deixa o espaço aberto a Suframa para esclarecimentos sobre o assunto.